Super FOG vs. New Super Mario Bros. Wii

Introdução: Anunciado e lançado ainda em 2009, New Super Mario Bros. Wii é um throwback à era 2D do Mario para consoles devidamente adaptado aos dias modernos. Acredite ou não, este é o primeiro Mario 2D inédito para consoles de mesa desde Super Mario World, lançado em 1991 para Super Nintendo, 18 anos de espera e será que a fórmula dos Marios 2D continua resistente ao tempo e notável em meio às novidades?

O novo jogo em si: A história segue os padrões Mario de sempre, enquanto Mario, Luigi e alguns toads comemoravam o aniversário da Princesa Peach, ela recebe um bolo gigante que na verdade tinha dentro Bowser Jr. E o retorno dos sete Koopalings, o octeto tranca Peach dentro do bolo falso gigante e fogem com ela em uma airship fortress. A partir deste ponto, o jogo imita a apresentação vista anteriormente no jogo de DS, só que com os Koopalings e uma tremenda rodada de novidades.
A principal atração da gameplay é o suporte para quatro jogadores simultâneos correndo ao mesmo tempo e na mesma fase, o resultado disso? Uma tremenda bagunça, mas uma tremenda bagunça no bom sentido, você certamente não vai querer tentar chegar ao fim do jogo com quatro amigos jogando ao mesmo tempo, é super divertido mas o resultado é caótico, Power-ups sendo roubados, colegas ficando no meio do caminho, estratégias não dando certo, tudo em prol da diversão saudável em vídeo games… considerando sua relação com seus amigos, claro.
Cada jogador tem sua própria contagem de vidas porém o placar e as moedas são compartilhados, coletar 100 moedas faz com que todos ganhem uma vida cada, quando um player morre, ele reaparece dentro de uma bolha para ser estourada pelos outros players, os blocos liberam mais de um Power-up baseado na quantidade de pessoas jogando, o uso deles também é individual, quando um jogador entra em um cano a tela para dando um tempo para todos entrarem também, caso contrário a tela muda para o interior do cano aonde todos os players são transportados, mas quando um player toca o mastro no final da fase o jogo também dá um tempo para todos fazerem o mesmo ou ficarão para trás, o jogo não pune ninguém por isso mas o placar final certamente será afetado.

Novos movimentos: Em prol dos elementos multiplayer, Mario, Luigi e Cia. Ganharam novas habilidades, o jogo é jogado com o Wiimote na vertical e mantém o simples e infalível esquema de apenas dois botões porém com um pouco de uso dos sensores de movimento, chacoalhando o controle, Mario executa um spin jump similar ao de Super Mario World, ao chacoalhá-lo no meio de um pulo Mario dará um sutil giro que aumenta em meio segundo seu tempo no ar, próximo à certos itens das fases ou outros personagens, Mario os levantará por cima da cabeça e continuará os segurando enquanto o botão de corrida for segurado, para arremessá-los na direção em que estiver olhando apenas solte o botão, durante uma seção multiplayer apertar o botão A faz o personagem entrar na mesma bolha aonde o personagem resurge após perder uma vida, um recurso emergencial para ser usado quando se está muito distante do player que está na frente, se todos os quatro players entrarem na bolha, o jogo te devolve para o World Map. Embora eu tenha citado o Mario, todos os outros personagens se controlam da exata mesma forma, não há diferenças notáveis de gameplay aqui.

Novos Power-ups: Como em todo Mario 2D que se preze, há novos Power-ups adicionados à mistura em conjunto com o clássico trio cogumelo, flor e starman. Primeiro temos o Propeller Mushroom, ao chacoalhar o Wiimote durante o pulo, Mario usará a hélice em sua cabeça para aumentar a altura do pulo e cair suavemente no chão, mandatório para acessar passagens superiores e quando dominado pode ser útil para salvar sua vida, durante um multiplayer, outros jogadores podem agarrar quem estiver usando esse Power-up e usá-lo da mesma forma. Em seguida temos a Ice Flower do Super Mario Galaxy, não mais um Power-up temporário como em seu jogo de origem, com esse item você pode atirar bolas de neve que transformam seus inimigos em cubos de gelo, podendo agarrá-los e atirá-los contra outros em seguida, ou fazê-los pararem no caminho e serem usados como plataforma, ou contra cheep-cheeps embaixo d’água para fazê-los boiar até a superfice, ou especialmente para destruir Dry Bones nos castelos, sendo este o segundo Power-up desde a capa do SMW com o poder para fazer isso. E por último a Penguin Suit, que não somente te dá uma roupa de pinguim e todas as habilidades da versátil Ice Flower mas como te dá um melhor controle dentro da água, tração normal no gelo e a habilidade de deslizar de barriga em superfices de gelo e até na superfice da água, atropelando inimigos e destruindo blocos quebráveis, você vai precisar de dominar essa habilidade se quiser ter acesso à passagens secretas.
Além de Power-ups novos, também temos a volta do nosso Dino favorito, Yoshi! Ele se controla exatamente como em Super Mario World, adicionado do hover jump de Yoshi’s Island ao segurar o botão de pulo, de resto é o bom e velho Yoshi de sempre, ele come frutas, devora inimigos, engole cascos de Koopa para cuspi-los de volta e ao chacoalhar o controle, você desmonta do Yoshi para dar um pulo mais alto (ou traí-lo quando a situação apertar =P ). Mas as semelhanças param por aqui, como este jogo não tem Koopa Troopas multicoloridos, Yoshi não pode mais usar poderes especiais baseados nos cascos e, por algum motivo além da minha compreensão, você não pode mais levá-lo junto para as outras fases, é decepcionante mas não chega a ser algo capaz de arruinar a experiência.
Se você sentia falta do Mega Mushroom e da Blue Shell vai se decepcionar aqui, pois o único Power-up recorrente da instalação anterior é o Mini Mushroom que funciona da exata mesma forma que anteriormente, porém está mais esporádica do que antes e com usos mais específicos também.
Este jogo também contém um sistema de estocar itens semelhante ao de SMB3, você pode conseguir vários itens diferentes nos minigames das Toad Houses vermelhas ou acumular cogumelos regulares ao encontrar inimigos andando pelo World Map, para acessá-lo basta apertar o botão (-) no World Map e selecionar o item de sua preferência, em multiplayer o item selecionado é equipado por todos os players ao mesmo tempo.

Mas e o Single Player? Todo esse tempo eu estive falando sobre o multiplayer, mas o jogo ainda continua perfeitamente jogável somente com um jogador, aliás, você VAI jogar este jogo sozinho a maior parte do tempo se pretende completá-lo em 100%. Assim como o jogo anterior, há fases com saídas secretas, algumas levando a Warp Cannons e Star Coins para coletar, agora as Star Coins fazem algo diferente, elas servem para desbloquear vídeos especiais no castelo da Peach, acessado no mundo 1, que vão desde dicas para coletar outras Star Coins, passagens secretas e especialmente os vídeos Super Skills, gravados pelos próprios desenvolvedores do jogo demonstrando o tipo de habilidade que se pode obter no jogo, alguns até te farão xingar os caras de tão bem que eles jogam, paralelo à isso, coletar todas as Star Coins de um mundo fará uma fase ser desbloqueada no novíssimo mundo 9 que, assim como a Special Zone do SMW, contém as fases mais difíceis do jogo (9-7, 9-7, 9-7!! Guarde bem essa fase!!)
Em termos de desafio geral, o jogo praticamente segue a mesma dificuldade costumeira de Mario, mas confie em mim, o jogo se torna desafiador conforme se progride, especialmente jogando em multiplayer, certas fases podem ficar infernais… Mas ainda assim, não é um jogo que você vai jogar prezando o desafio, à menos que você se disponha a fazer 100% nele.

Super Guide: Sem novidades, é o aspecto mais infame do jogo, após morrer oito vezes seguidas em uma fase, um bloco verde aparecerá, acertando-o e respondendo “sim”, o jogo substituira seu personagem pelo Luigi e entrará em um modo piloto automático aonde ele demonstra a forma mais simples possível de completar a fase, mas o que faz essa mecânica ser tão infame é que ela não se resume a uma mera demonstração, o Super Guide após terminar a fase te oferece a opção de pulá-la e passar para a próxima! Claro, ao custo do seu placar e de todas as moedas, vidas e Star Coins coletadas, porque a coisa não pode ser tão escandalosamente fácil à este ponto, óbvio.
Agora, acredite ou não, Shigeru Miyamoto disse que criou a mecânica de Super Guide pensando em dar maior liberdade para os desenvolvedores aumentarem a dificuldade, talvez a má fama desse sistema se dê pelo fato de que o jogo em si não é tão desafiador quanto se esperasse que fosse ou pelo fato de que a Nintendo na época já era criticada pelo excesso de foco na acessibilidade (porque eu me recuso a usar o termo “casual” a esmo nas postagens deste blog), deve ser por isso que você não o vê mais com tanta frequência nos demais jogos da Nintendo.

Chefes: Como citado no início do review, os Koopalings estão de volta, esperando por você nos castelos e torres de cada um dos oito mundos, você sempre os encontra primeiro nas torres em uma luta mais regular, depois você os reencontra para uma revanche nos castelos aonde a batalha se torna mais difícil com a ajuda de Magikoopa em uma divertida referência a Yoshi’s Island, eventualmente em alguns mundos, a Airship Fortress aparecerá e você precisará jogar nelas e confrontar Bowser Jr. Em seu próprio Clown Copter antes de avançar para o próximo mundo. No final nós temos o grande e malvado Bowser em pessoa esperando por você!… NOSTALGIA!!!

Detalhes que podem incomodar: Como você pode ter notado, os personagens disponíveis são Mario, Luigi, um Toad amarelo e outro Toad azul, muitas pessoas reclamaram de terem colocado dois personagens genéricos para os players 3 e 4, não só por causa do aspecto de place holder mas por eles não serem outros personagens consolidados da franquia como Wario, Waluigi ou a própria Peach. Segundo é o fato de o player 1 sempre estar preso ao Mario, não podendo escolher o Luigi nem nenhum dos dois Toads.
Estes dois detalhes não me incomodam de forma geral mas as pessoas estão sempre comentando.

Gráficos e Som: O jogo conta com pedaços de música oriundos do primeiro New Super Mario Bros. Salvo algumas remixagens e temas totalmente novos para torres, castelos, fases tropicais e fases aquáticas. Tal como no primeiro jogo, os corinhos estão de volta e com força total. Em suma, há temas muito divertidos mas eu ainda queria mais músicas inéditas.
Graças ao poder do Wii, temos um jogo superior em termos de detalhamento visual e animações, agora é mais claro os movimentos do Mario, os Koopa Troopas dançando o corinho, a sensação de profundidade dos backgrounds, tudo isso recebeu upgrades e os controles continuam tão suaves quando. O jogo roda mandatoriamente no formato de tela Widescreen, jogar o jogo em uma tela regular faz tarjetas aparecerem em cima e embaixo não havendo opção para desabilitá-las (o que não é de todo ruim, pois isso poderia causar screen crunch ou deformação da imagem).

Veredito: Este é o título mais acessível da série, disparado. Além de oferecer diversas maneiras para incentivar o jogador a fazer 100% e combinado com um esquema clássico de controles, jogadores medianos podem terminar a aventura em três ou quatro dias, dependendo no nível de persistência. Jogar seu novíssimo multiplayer com amigos aumenta bastante a longevidade e é divertidíssimo, mas nem pense em terminar o jogo assim, é muito caótico. Como um Mario 2D inédito para consoles de mesa desde Super Mario World, ele cumpre com mérito sua tarefa e é absolutamente recomendado à todos os fãs da franquia.

score80

Ficha Técnica:

Plataforma: Wii
Ano de lançamento: 2009
Jogadores: 1-4

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