Eu odeio console wars!! Aqui está o porquê.

Lembram-se dos anos 90, aonde eramos todos crianças e sempre que pegávamos um videogame nós sorriamos ao meramente ver o personagem animado se mexer na tela? Era uma época doce aonde nós eramos limitados pela nossa inocência de comprar (melhor dizendo, querer que nossos pais comprassem) videogames pela marca ou pela biblioteca de jogos, nossas únicas fontes de informação eram as revistas e os comerciais de games da época, nós não ligávamos sequer se um jogo era bom ou ruim, não ligávamos tinha um console diferente do seu, apenas queríamos um videogame para jogar nosso Sonic, Mario, Lutinha ou Corrida.

Meu primeiro videogame foi um Mega Drive daqueles grandões, com o anel redondo em volta da entrada de cartuchos, botão Reset azul e as letras douradas “16-BIT” em cima da “luzinha vermelha”, vinha com Sonic 2 e Ayrton Senna’s Super Monaco GP, os dois primeiríssimos jogos de videogame da minha vida, o ano era 1993 e eu só tinha 5 anos de idade. Eu jogo Sonic 2 até hoje, tenho a versão do Virtual Console no meu Wii, e sempre que eu estou jogando até a minha mãe se lembra daquele jogo, meu irmão se lembra de que ele costumava fazer o código do “Douradão”, minha irmã se lembra de que ela gostava de jogar com o Tails. Fora isso, eu me lembro de como meu irmão gostava de chamar os amigos e o vizinho que tinha um Super NES e jogavam altas partidas de Street Fighter e volta e meia um International Superstar Soccer… Deluxe! O ano era 1997 e seria então o meu primeiro contato com consoles Nintendo, só que o jogo que me cativaria seria o jogo de um par de encanadores que tinham um desenho animado que passava de manhã na TV Colosso da Globo, Super Mario World. Não muito tempo depois, eu conheceria junto com o meu irmão o mundo das locadoras, era lá que o bicho pegava, um monte de valentões que gostavam de falar que um videogame era melhor que o outro, sentados numa mesa com um monte de revistas abertas em cima ou assistindo/jogando partidas de um jogo qualquer que tivesse “como jogar de dois”, enquanto eu, meu irmão mais os colegas dele ficávamos na fila para jogar os novos e irados Nintendo 64, Sega Saturn e um tal de PlayStation. Melhor dizendo, para ser honesto, eu nunca joguei Sega Saturn, nem faço idéia de que tipo de jogos o console tinha, eu tenho um primo que já teve um mas nunca tive a curiosidade de pedir pra jogar, naquela época eu já estava preferindo mais a Nintendo do que as demais, especialmente pelo chocante fato de o meu Mega Drive ter morrido.

Em 1999, eu já estava com os meus 11 anos e algo que eu nunca esperava aconteceu, nós tinhamos nosso próprio Super NES, não era o Nintendo 64, nem o Sega Saturn, nem o tal PlayStation que mal se ouvia falar direito na época, era um legitmo e cheirando a novo Super Nintendo Entertainment System que o meu pai ganhou em uma rifa entre os colegas de trabalho, horas e mais horas e mais horas de diversão com Donkey Kong 3 e um presente de natal que foi um dos melhores que os meus pais me deram, um cartucho original do meu idolatrado Super Mario World que eu conhecera anos antes na casa de primos, posso dizer que nesse exato momento nasceu o fã da Nintendo que vos escreve este texto agora. E acredite ou não, esse Super NES, junto com um N64 que meu irmão compraria um ano depois, me cercaria e me deixaria satisfeito por bons ótimos cinco anos, em 2002 eu conheço o GameCube e manifesto instantaneamente o desejo em comprá-lo unicamente por ser da Nintendo, mas mais do que isso, tinha jogos do Sonic também, na minha cabeça de então estudante da oitava série leigo em jogos eu ficava me perguntando por que tinha jogo do Sonic em videogame da Nintendo? (para ser mais exato, o jogo era Sonic Adventure 2: Battle), eu só sei que quanto mais eu queria o console, mais se falava em todo lugar na mais nova sensação do momento, o PlayStation 2. Eis que em 2005, eu finalmente me aventuro no mundo da internet, e partindo daí começo a aprender e descobrir um monte de coisas que eu não sabia e queria saber, um monte de coisas boas e outras muito ruins, e blablabla, o resto é história.

Você que leu até este ponto deve estar se perguntando, o que a minha história nos games tem a ver com o título do tópico? Meu objetivo geral é comparar a forma como discutiamos consoles e jogos há mais de 15 anos atrás com a baixaria que vemos atualmente, nos anos 90 não existiam essas coisas “istas”, “haters”, gente querendo pagar de intelecutal, discussões girando em torno de “vendas”, “base instalada”, “quantidade de jogos”, “hardcore versus casual”, etc. Sério, que lixo é esse? Teriam os gamers parado de jogar jogos para se divertir e se deidicado unicamente a ficar na frente de um computador com o navegador de internet aberto em um site de discussões sobre games só pra falar essas coisas? Nos anos 90 o que imperava era a inocência de crianças e os hormônios de adolescentes, que unicamente só achavam um videogame melhor que o outro por tê-lo em casa, por ter ganhado dos pais de aniversário ou natal. Hoje em dia é ridículo, pessoas defendem produtos que não tem se baseando em um monte de dados que não interessam à ninguém (nem à eles mesmos) e elaborando gigantescas paredes de texto com dados e números enjoativos de se ler. Isso no caso das pessoas que eu categorizo como pseudo-intelectuais, agora eu vou falar dos chimpanzés dos jogos também conhecido como “HATERS”, pessoas cujo único propósito na existência deles é xingar e ofender tudo e todos com uma opinião oposta a deles através dos super poderes misteriosos do botão Caps Lock, caracterizados pelos apelidos radicais em fóruns, muitos deles com uma ortografia deplorável e se beneficiando do que outras pessoas já escreveram em outros lugares. Eu me lembro da época do orkut e das comunidades de jogos que eu participava, e por motivos aleatórios eu via a minha página de recados sendo floodada com idiotas me aloprando por eu ser fã da Nintendo, por eu não curtir gráficoszszszsz, por eu achar jogos como Winning Eleven (o antecessor do Pro Evolution Soccer), FPS em geral um saco e preferir jogos mais vívidos e coloridos como o bom e velho Mario.

A melhor coisa que eu posso pensar disso é que os istas e haters que vemos com frequência na internet não passam de personas. É isso mesmo, istas, haters e pseudo-intelectuais são nada mais nada menos que pessoas usando um monitor e teclado como máscara para fazer as atrocidades que tanto amam fazer. Se você pegar uma pessoa de cada um desses três grupos e colocá-los frente a frente pra discutir, eles dificilmente vão exprimir uma palavra sequer, no máximo no máximo vão se cumprimentar, chamar uma ou outra coisa de legalzinho, virar as costas e ir cada um pro seu canto. Porque sem um computador, eles não tem mais acesso à internet e muito menos ao botão Caps Lock daonde eles tiram seus super poderes, eles perdem toda sua onipotência e mais um pouco, não têm por onde se sentirem machos. O ponto em que eu quero chegar é que discussões de internet estão anos luz de ser comparados às conversas de locadora dos anos 90, a porrada de informações aos quais os pseudo-analistas têm acesso não existiam e as revistas de games não eram tão escandalosamente tendenciosas como os sites de videogame atuais (que parece fomentar essa coisa só para fazer manutenção da sua audiência), quando comprávamos um jogo, olhavamos mais para a diversão do que para os gráficos, nós líamos revistas e entrávamos em contato com amigos para obter dicas e passar daquela parte difícil ao invés de gastarmos tempos de nossas vidas gritando aos quatro ventos da Web o porquê de o seu pensamento ser superior aos dos demais.

E pelo menos é assim que eu continuo pensando, compro um console de videogame com o objetivo primário de me divertir com ele, entro na internet somente para ler a informação que me interessa, discuto somente um assunto pertinente ao meu interesse e baseado no meu conhecimento, tenho uma opinião formada sobre jogos e consoles só quando eu coloco a mão neles para falar alguma coisa e, acima de tudo, jogo jogos com o único objetivo de me divertir e ter um bom tempo jogando sozinho ou com amigos.

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