Super FOG vs. Bayonetta

Introdução: Bayonetta é uma criação de Hideki Kamiya, lançado originalmente para Xbox 360 e PlayStation 3 em 2010 e portado para Wii U em 2014 aonde é vendido em conjunto com Bayonetta 2 físico e avulso digital na Nintendo eShop. Quando o jogo foi lançado originalmente, ele foi agraciado pela mídia pela ação ininterrupta e sistema de combate inovador, tornando-se rapidamente o jogo mais popular da Platinum Games (que já fez jogos como Vanquish, Mad World, Anarchy Reigns, Metal Gear Rising e The Wonderful 101) e demandando uma sequência que viria só quatro anos depois, mas isso é assunto para outro review.

O enredo: O jogo conta a história de dois clãs europeus que foram extintos há 500 anos atrás, os Lumen Sages que representavam a luz e as Umbran Witches que representavam a escuridão, ambos os clãs viviam em perfeita harmonia, até que um casal proibido concebeu uma criança e o equilíbrio se perdeu, colocando os dois clãs em guerra, que implicou na extinção das duas facções… exceto pela criança em si, que após se tornar adulta, foi selada em um caixão por 500 anos e ser acordada encontrada no fundo de um lago, esta criança é a nossa protagonista, Bayonetta.
Ao acordar, sua única lembrança é de que ela é uma bruxa e que possui um pacto com forças demoníacas que ela mantém lutando contra anjos enviados do paraíso para caçá-la e matá-la. E durante sua jornada, ela descobrirá que o líder dos anjos, um Lumen Sage, está procurando por artefatos chamados Eyes of the World com intenções inicialmente desconhecidas, fazendo ela cruzar com vários personagens não-jogáveis durante a aventura: Jeanne, uma bruxa que servirá como sua rival, você lutará contra ela várias vezes; Luka Redgrave, um jornalista e fotógrafo que persegue a história dos Lumens e das Umbrans além de acreditar que Bayonetta assassinou seu pai; Cereza, uma meninninha que seguirá Bayonetta aonde ela for por acreditar que ela é sua mãe; Por fim, Rodin e Enzo que são os personagens de suporte, um lhe venderá armas e itens enquanto o outro é um informante que dá um quê cômico à história.

O jogo em si: Bayonetta é apresentado como um jogo do gênero “climax action”, cujo sistema de combate consiste em desferir combos intensos e velozes finalizados com ataques massivos chamados Wicked Weaves, dependendo do tamanho do inimigo o combo pode ser finalizado com o comando “climax”, aonde uma força demoníaca é invocada e faz o anjo em pedacinhos. Ainda dentro das mecânicas de combate temos o Witch Time, que diminui a velocidade do tempo quando você desvia de um golpe no último segundo possível, garantindo combos mais faceis e longos e pontos bônus durante este período.
Quanto as habilidades de combate, primeiramente Bayonetta ataca com armas em suas mãos e em seus pés, sim, armas presas em seus pés, ela é capaz de disparar sua munição infinita em rápida sucessão enquanto emenda seus socos e chutes, assim como há técnicas que permitem ela disparar em todas as direções possíveis para dar cabo de inimigos menores. Posteriormente, é possível adquirir ainda mais técnicas e refinar ainda mais suas habilidades de combate.

Ação em escala: Este não é um jogo de ação comum, um dos melhores aspectos deste jogo é a quantidade de situações absurdas e a escala de ação que esse jogo oferece, especialmente em lutas contra chefes. Bayonetta não é nenhuma flor delicada, ela possui a força de 100 homens, você verá ela levantando carros com uma mão, jogar vôlei com a carcaça de um inimigo, dar surplex em um dragão e explodir um caminhão de gasolina para destruir um dos chefes, chega a ser insano, mas, de novo, é um dos aspectos mais divertidos do jogo.

Sistema de pontuação: Tentando passar um clima arcade, o jogo possui um sistema de pontuação que avalia o deu desempenho nos combates em várias missões pequenas dentro das fases, com classificações que variam entre Pedra, Bronze, Prata, Ouro, Platina e Pura Platina, calculados com base no seu combo, tempo e dano sofrido. Entretanto, o jogo aplica punições por usar itens (mesmo os de recuperação) ou continues refletidas no seu placar ao final da fase, pode soar frustrante à primeira vista, mas isso na realidade é um incentivo para que as pessoas fiquem boas no jogo, porém eu critico a necessidade de fazer backtracking em certos casos para poder completar as missões secretas em ordem de conseguir o melhor ranking.

Controles: Primeiramente, o jogo é complexo, ele faz uso de todos os botões do controle e possui dezenas de combinações de combos que demoram muito tempo para se dominar. Entretanto, jogar nas menores dificuldades habilitam um modo automático que permite jogar o game com um só botão… à custa de um ranking a menos no placar e a inabilidade de postar seus recordes no Miiverse, e ainda na versão para Wii U, quando jogado com o Game Pad é possível controlar o jogo inteiro pela tela de toque e somente por ela, sem usar nenhum botão, o problema é que para um jogo focado na ação como este, o uso de botões é indispensável.

Referências e extras: No lançamento original em 2010, o jogo foi publicado pela Sega, e em detrimento disso, o jogo recebeu referências de jogos de arcade da Sega dos anos 80, mais especificamente OutRun, After Burner e Space Harrier, completas com músicas originais destes jogos. Agora, na versão para Wii U que é publicada pela própria Nintendo, o jogo recebeu como referências quatro trajes exclusivos baseados em personagens da Nintendo, sendo eles, Peach, Daisy, Samus e Link, cada um adicionando um efeito visual diferentes nas batalhas, como invocar Wicked Weaves de Bowser com as roupas de Peach e Daisy, obter rupees e escutar efeitos sonoros clássicos com a roupa de Link (com direito à Master Sword e tudo).

Veredito: Bayonetta é fenomenal, recomendo à todos os fãs de jogos de ação e fãs da Platinum Games, se comprou junto de Bayonetta 2, eu fortemente recomendo jogar o primeiro. Se não tem o Wii U, eu dou preferência pela versão de Xbox 360, que possui melhor performance técnica que a de PS3.

score90

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