Super FOG vs. Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest

Introdução: Primeiramente, eu tenho certeza que você leu Diddy Kong’s Quest no título deste texto, não minta, é feio 😀

Enfim, com o sucesso estrondoso de Donkey Kong Country, uma sequência era uma mera questão de tempo, certo? Aqui ela veio apenas um ano depois do anterior e, meu Deus, mas que jogão!! Donkey Kong Country 2 é bem mais do que uma sequência, é uma evolução colossal de tudo que foi apresentado no primeiro jogo, gráficos, música, sons, jogabilidade, level design, não à toa é considerado por muitos o melhor DKC da trilogia clássica.

O jogo em si: Temos uma história diferente dessa vez, Donkey Kong é raptado por Kaptain K. Rool (que não é nada mais que King K. Rool vestido de pirata) e levado até a Crocodile Isle, cabe a Diddy Kong, seu parceiro do primeiro jogo, ir salvá-lo no território do inimigo, mas na companhia da sua namorada Dixie Kong. Ela não é a única novata na família Kong, também somos apresentados à professora Wrinkly Kong, que além de salvar o seu jogo, te dá dicas sobre certas mecânicas do jogo e Swanky Kong, com seus quizzes que lhe dão várias vidas, retornam do jogo anterior Cranky Kong, mais uma vez dando dicas de segredos nas fases, e Funky Kong, que te transporta de avião de um mundo a outro. O clima da aventura também é completamente diferente, já que a jornada não é mais por bananas e sim para salvar um amigo, isso é demonstrado logo de cara pelo tema do world map que não é mais um tema tranquilo de passeio na selva e sim um tema pesado e dramático sobre piratas, assim como todos os Kremlings deste jogo estão caracterizados como piratas. Sua aventura começa no navio GangPlank Galleon, o mesmo palco da batalha final contra K. Rool no primeiro jogo, que desta vez está encalhado em Crocodile Isle, à exemplo do primeiro jogo, os mundos possuem temáticas incomuns para a época, você passará pelas entranhas de um vulcão, um pântano, colméias gigantes, parques de diversões e uma floresta mal assombrada, todos esses lugares abarrotados de adereços mostrando que aquele é o território dos Kremlings!

Uma nova parceira: Como dito antes, Diddy Kong é o protagonista da aventura, mas isso não significa que será uma aventura solo, não, Diddy estará acompanhado de sua namorada Dixie Kong, que traz junto duas novas mecânicas que tornam a gameplay muito mais agradável comparado ao anterior, primeiro temos a sua habilidade única de usar o cabelo como um “planador-helicóptero”, suavizando quedas e tornando o platforming preciso mais agradável, além disso também temos o team-up, apertando o botão A você faz seu parceiro montar em suas costas e com o botão X você pode lançá-lo em qualquer direção, para acertar inimigos distantes e alcançar lugares onde seu pulo não dá alcance, mas fique avisado, usar o team-up para golpear inimigos é arriscado, porque não há invulnerabilidade nenhuma do parceiro e se ele for acertado você o perderá e não terá os costumeiros quadros de invencibilidade ao tomar dano.

Animal Rides: Também retornam do primeiro jogo os Animal Rides, entretanto só alguns deles voltam para dar lugar a novos, se você gostava do Winky e do Expresso, pode se despedir, porque eles não voltam neste jogo. Enfim, entre os que retornam estão o rinoceronte Rambi, o peixe-espada Enguarde e o papagaio Squawks, os novatos são a aranha Squitter, que atira teias e cria plataformas de teia para alcançar lugares mais altos, e a cobra Rattly que virtualmente substitui o sapo Winky na função de aumentar a altura dos pulos. Porém a maior novidade sobre os Animal Rides é que há fases com seções (ou mesmo fases inteiras) aonde você joga somente como os animais, ou seja, eles deixam de ser montaria e passam a ser personagens controláveis na aventura, adicionando uma muito bem-vinda variedade na gameplay.

Level design e dificuldade: Barris-canhão ainda são onipresentes neste jogo, inclusive contando com novas variações, entretanto o platforming recebeu mais ênfase em prol da nova mecânica de team-up e da habilidade da Dixie, mas o verdadeiro chamariz aqui é o level-design inusitado, há níveis onde você deve cruzar um pântano enquanto pula em cabeças de crocodilo, colméias gigantescas onde você deve escalar paredes encharcadas de mel (com direito à uma animação de os kongs bebendo o mel quando você fica parado), uma montanha russa mal-assombrada onde você é perseguido por um esqueleto fantasma, e claro, não tem como não citar as memoráveis trepadeiras, as fases mais memoráveis do jogo, não só pela gloriosa música (que falarei mais tarde) mas também pelo seu level design ímpar, todas as fases nessa ambientação te farão suar frio, testarão sua paciência e persistência de diversas formas. E aproveitando que estamos entrando neste tópico, dificuldade! O jogo ainda é desafiador, bastante, mas aqui há a diferença de que é possivel se obter vidas com mais facilidade graças às salas bonus do Swanky, aos milhares de itens invisíveis espalhados pelas fases e também pelo marcador de fim da fase, sai a inútil plaquinha escrito “Exit” e entra um minigame de acertar o alvo e ganhar recompensas que mudam constantemente como uma roleta, acertar esse alvo também bonifica o jogador com animações únicas de Diddy e Dixie comemorando o fim da fase (eu adoro ver o Diddy escutando Rap no fim das fases ❤ ), elementos assim que mesmo pequenos, adicionam muito charme ao jogo.

Colecionáveis: No primeiro DKC, a porcentagem de compleção no save file era influenciada pela quantidade de salas bonus que você encontrava nas fases, em DKC2 essa porcentagem é influenciada por dois elementos de coleção novos neste jogo, as DK Coins e as Kremkoins, DK Coins só há uma em cada fase e normalmente escondidas em lugares de difícil acesso porém às vezes em lugares que você se pergunta como nunca havia notado antes elas servem para aumentar o seu ranking no Cranky’s Video Game Heroes, que mede o seu desempenho na aventura ao final do jogo, Kremkoins são a principal recompensa das salas bônus, que agora apresentam um objetivo e um limite de tempo, é possível também obter Kremkoins ao derrotar chefes, as Kremkoins além de adicionarem 1% na compleção do save file também são usadas para desbloquear fases novas no Lost World, tornando as salas bônus mais importantes do que antes.

Lost World: Cada mundo, com exceção do primeiro, possui um ponto chamado Klubba’s Kiosk, um lugar onde um musculoso kremling portando um cajado com pregos guarda um barril de ouro, aquele é o portal para o Lost World, pagando 15 kremkoins em cada mundo, você desbloqueia uma nova fase neste misterioso mundo, o objetivo é completar todas as cinco fases e obter acesso à gigante cabeça de crocodilo no centro do mapa, completar este mundo equivale a completar o jogo inteiro. Mas aqui está o aviso, todas as fases do Lost World estão entre as mais difíceis do jogo, elas foram feitas sob medida para testar àqueles que dominaram todo o restante da aventura, com destaque extra-especial à Animal Antics, a última fase do Lost World, e a mais comprida do jogo, que requer que você controle todos os animal rides do jogo.

Gráficos e som: Toda a excelência provida pela tecnologia ACM da Rareware está de volta em força total na sequência, visuais pré-renderizados, sensação ímpar de profundidade nos backgrounds, personagens incrivelmente detalhados e animados, um refinamento visual que chega a ser incomparável mesmo com o seu antecessor.
Quanto à trilha sonora, oh meu Deus, é tão maravilhosa!! É difícil rasgar elogios à música neste jogo porque você não sabe por onde começar, a sonorização e a ambientação musical deste jogo é perfeita, cada música combinando com o seu nível, ajudando cada fase a passar a sensação correspondente, fruto do exímio trabalho de David Wise que já compôs para o primeiro jogo e está de volta para a sequência com músicas como Bramble Blast (aka Stickerbush Symphony), Wasp Hive, Ship Hold, e assim segue. Se isso atiçar a sua curiosidade, você pode, ao iniciar um save novo, pressionar para baixo várias vezes ao selecionar o modo de jogo e descobrir o Sound Test aonde você pode escutar todas as músicas à vontade.

Veredito: Donkey Kong Country 2 é um tremendo jogaço, se jogou o primeiro e gostou, vai jogar o segundo e amar. Mas a aventura não termina aqui, no ano seguinte a Rareware lança o game que marca a sua despedida do Super Nintendo em grande estilo, então confie em mim, é possível sim ficar melhor do que ja é! Aguardem o próximo review 😉

score95

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2 pensamentos sobre “Super FOG vs. Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest

  1. Pingback: Super FOG vs. | Maratona Donkey Kong Country

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