Super FOG vs. Donkey Kong Country Tropical Freeze

Introdução: O final da Maratona DKC finalmente chegou, caros leitores, reconheço que o intervalo entre os dois últimos jogos foi muito grande e cuidarei para que isso não aconteça de novo. Enfim, vamos ao review.

Quando este game foi anunciado na E3 2013, ele foi visto como uma surpresa ingrata por muitos jogadores, por que? Simplesmente por ser um trabalho da Retro Studios, estudio o qual as pessoas esperavam ver envolvido em um título da série Metroid ou uma nova IP, mas não, eles resolveram sequencializar o reboot da série DKC iniciado por eles mesmos em 2010, não à toa, o jogo foi constantemente acusado de ser um Returns HD. Mas passado esse choque inicial e conforme as notícias do jogo foram saindo, os jogadores foram vendo que o jogo não era de todo mal, haviam muitas novidades implícitas no trailer de anuncio acima, como Dixie Kong jogável, uma nova seleção de inimigos, o retorno das fases aquáticas, mais dinamismo de câmera e etc. Outro episódio infame envolvendo o jogo foi na VGX 2013, evento extinto apresentado por Geoff Keighley (o mesmo apresentador do Smash Bros. Invitational), onde a Nintendo havia reservado um espaço na apresentação, que foi usado para… apresentar cranky Kong como um novo personagem no jogo. Ou seja, mesmo que o jogo apresentasse mais novidades em diante até seu lançamento, ainda haveria uma visão turva por parte dos jogadores até seu lançamento. Mas enfim, como essa coisa se saiu no meu conceito?

O jogo em si: Acima do upgrade gráfico estonteante, a primeira coisa a se notar no jogo é o novo esquadrão de inimigos a serem enfrentados nesse jogo. Saem os inexpressivos Tikis e entram os muito carismáticos Snowmads, um exército de animais marinhos vikings, sendo a maioria pinguins, leões marinhos e lontras, que veneram o gelo e a neve, que invadem a Donkey Kong Island bem no dia do aniversário do próprio Donkey em si. O lider do bando usa os poderes do seu berrante para transformar a ilha toda numa geleira e assoprar Donkey Kong e seus amigos a quilômetros de distância, o objetivo é percorrer as ilhas vizinhas até chegar a ilha principal e retomá-la dos Snowmads.

O jogo se controla da mesma forma que o anterior, exceto que a mecânica de assoprar coisas se foi, e no lugar temos maçanetas a serem puxadas, continuam as mecânicas de bater no chão e rolar, com um parceiro, é possível rolar continuamente e atropelar vários inimigos em série. As principais novidades é que agora temos bem mais opções de controles, além do Wiimote deitado e Wiimote + Nunchuk, entram o Wii U Game Pad e o Wii U Pro Controller, além disso temos o tão aclamado retorno das fases sub-aquáticas que, comparados aos da trilogia original de SNES, tem a diferença de que aqui, o Donkey consegue atacar embaixo d’água, simplesmente incrível!

Novos Kongs: No jogo anterior, apenas Diddy dava as caras para ajudar Donkey dando a ele uma propulsão horizontal ao seu pulo quando o jogo era jogado no single-player, ele só agia como um personagem individual no multiplayer cooperativo. Aqui, não apenas ganhamos a adição de Dixie e Cranky como também ganhamos o Kong POW, uma habilidade secreta que varia para cada personagem e só pode ser usada após se encher uma barra de especial, Cranky Kong usa a sua bengala para fazer Donkey saltar mais alto e saltar por cima de espinhos e inimigos protegidos na cabeça, seu Kong POW transforma todos os inimigos da tela em moedas, o Kong POW de Diddy transforma todos em balões de vidas, absolutamente quebrado, mas a melhor de todas é a Dixie, que não apenas te dá propulsão vertical com o seu rabo de cavalo para alcançar plataformas mais altas como seu Kong POW transforma os inimigos em corações dourados que dobram a sua vida, incrível! Quem precisa de vidas infinitas ou moedas para comprar tudo quando você pode simplesmente viver mais tempo naquela fase chata e ainda com uma parceira que te beneficia com platforming preciso sempre que você precisar? E eu digo isso porque ter corações a mais é mais importante que vidas infinitas nesse jogo por causa da…

Dificuldade: Se o anterior já oferecia um desafio decente para novatos, este aqui irá testar se você dominou todas as picuinhas do jogo anterior, a dificuldade nesse jogo foi substancialmente aumentada, claro que com meios de obter vidas infinitas você não verá a tela de Game Over tão cedo, mas isso nem de longe significa que você irá penar para passar certas fases. Sobretudo os chefes, eles estão ainda mais difíceis e com padrões mais chatos de memorizar, mas assim como no primeiro jogo (e eu esqueci de mencionar isso no review anterior), derotá-los lhe recompensa com uma das mais satisfatórias ações a se fazer em um jogo de video game, encher o chefe de socos e chutes e mandá-lo para o espaço, fazer isso com os movimentos do Wiimote + Nunchuk torna isso ainda mais satisfatório.

Level Design: Sendo este um jogo em HD, os gráficos detalhados e o alto contraste de cores sem dúvida vão roubar a cena, mas isso não significa que o level design foi prejudicado em prol da beleza. Como mencionado anteriormente, sai a mecânica de assoprar coisas e entra a de puxar coisas, ao chegar perto de certos objetos e pressionar o botão ZR (imaginando que você está no Pro Controller ou Game Pad, assim como eu), Donkey Kong irá puxar certas coisas do cenários, coisas que podem ser uma rolha no chão revelando um item secreto, um pedaço de cipó enroscado em uma plataforma, ou mesmo rochas no chão que fazem coisas no fundo acontecerem. Se isso não lhe soar interativo o suficiente com o cenário, espero que saiba que retornam as seções de espalmar certas partes do chão para fazer coisas acontecerem também. Porém o ponto máximo do level design, como eu também mencionei antes, é o retorno das fases aquáticas, onde não apenas Donkey Kong tem uma velocidade de nado decente comparado aos jogos de SNES como ele também pode atacar ao se apertar o botão de rolar, ele dará um parafuso contra os inimigos, a velocidade do nado também é influenciada pelos parceiros nas costas de Donkey, Dixie pode usar seu rabo de cavalo como turbina por exemplo. Por último mas não menos importante, temos as warp zones espalhadas em certas fases do jogo, desta vez os mapas contam com rotas secretas para destravar, além das fases-templo que retornam e continuam exigindo que se colete todas as letras KONG em todas as fases de um mapa.

Funky’s Fly ‘n’ Buy: Substituindo a Cranky’s Shop do jogo anterior por motivos óbvios, temos a loja do Funky Kong montada em seu próprio avião particular, e é deveras mais útil que a Cranky’s Shop, onde só comprávamos a chave que destravava rotas alternativas nos mapas, porque aqui compramos os novos itens de apoio deste jogo, primeiramente estão de volta o Squawks que te ajuda a achar Puzzle Pieces, o coração extra e o Banana Juice e o balão vermelho que vale uma vida, as novidades estão por conta do balão verde que te protege de abismos, o balão azul que repõe o seu oxigênio na água, os barris para cada Kong pra que você comece a fase com um deles, o Crash Guard que te previne de perder uma vida ao bater nas fases sobre trilhos ou pilotando foguetes e as Figurines, colecionaveis que são obtidos aleatoriamente. Desta vez, as moedas do jogo demorarão mais um tempo até serem inutilizadas.

Gráficos e Som: Considero DKCTF o platformer 2D com os melhores gráficos da geração! Falo sério, quando eu olho para a simplicidade extrema de New Super Mario Bros. U e pra direção artística de Rayman Legends eu não consigo ver o devido potencial gráfico do console em pleno uso, DKC Tropical Freeze não somente faz isso como é o ápice gráfico esperado por um platformer 2D nessa geração. Visuais de fundo e frente incrivelmente detalhados, modelos de personagens e inimigos bem trabalhados e animados (a animação do pêlo do Donkey Kong é impagável!), bom contraste de cores buscando dar a vivacidade de cada área do jogo.
No departamento sonoro, temos uma melhora de proporções massivas! Não só porque há a participação do compositor David Wise, que participou das músicas da trilogia de SNES, mas porque a quantidade de músicas originais supera a de releituras de músicas anteriores, e o trabalho é de altíssima qualidade, há dezenas de músicas memoráveis, bem humoradas e compatíveis com os temas correspondentes em cada momento do jogo, como a tensão nas lutas contra chefes, a paz e quietude das fases no gramado, todas contendo uma boa variedade de instrumentos e equilibrio perfeito de volume entre música e efeitos sonoros.

Veredito:Donkey Kong Country Tropical Freeze é o sidescroller definitivo do Wii U, se você se divertiu com DKC Returns no Wii, esse jogo é obrigatório, se você se divertiu com NSMBU ou Rayman Legends, esse jogo também é obrigatório, o multiplayer deste pode não ser tão memorável (a ponto de eu sequer citá-lo) quanto o destes dois últimos, mas ele é tudo o que um platformer 2D da oitava geração de consoles tem a obrigação de oferecer, gráficos de alta qualidade, desafio para profissionais, trilha sonora excelente, variedade de gameplay e level design e, acima de tudo, ser bom!

score95

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