O pior ano da Nintendo

Vamos ser francos e mente aberta aqui, a Nintendo teve uma temporada horrível em 2015, eu que por muitas vezes fui chamado de fanboy consigo enxergar isso, e ainda vou além, digo que 2015 foi, disparado, o pior ano da Nintendo! Não só para nós, brasileiros, como para todo mundo.

Começando pelo fim das atividades da empresa no Brasil, a Nintendo, que operava aqui através da distribuidora Gaming do Brasil, sucumbiu à alta carga tributária do nosso país, onde eles vendiam jogos com prejuízo e enfrentavam a concorrência desleal da Sony e da Microsoft que foram capazes de investir em unidades de fabricação local de consoles, embora os motivos mais concretos não sejam lá muito diferente dos motivos pelo qual a Sony tabelou R$4000 no PS4 inicialmente.

Um semestre depois e descobririamos que a Nintendo estaria para se retirar da Grécia também, país histórico da Europa que recentemente foi acometido por uma de suas piores crises, e olha que estamos falando da Europa, onde a Nintendo marca presença em inúmeros países e enfrenta a concorrência de forma, acreditem ou não, pior do que no Brasil.

Ainda na ponta do iceberg de acontecimentos ruins, tivemos a imagem estrupícia de Eiji Aonuma anunciando o adiamento repentino do novo Zelda para Wii U, previamente apresentado na E3 retrasada e na TGA, para 2016, e como se não bastasse, o jogo foi completamente esquecido na E3 de 2015, o que sem dúvida foi uma péssima decisão. Ok, preferiram focar a E3 em jogos a serem lançados nesse ano e no 30º aniversário de Super Mario Bros., mas o que tivemos nessa E3?

Metroid Prime: Federation Force, um jogo que já nasceu sendo odiado por todos, por ter o nome de Metroid, as estéticas de Metroid, mas não ser um Metroid de acordo com os fãs da série. Inclusive o jogo desapareceu desde então, mal se ouve uma notícia desse game desde a E3 que já foi a quatro meses e meio.
The Legend of Zelda: Triforce Heroes, esse jogo, que foi lançado essas semanas, tinha uma apresentação bem infantil mas revolvia no conceito de Four Swords Adventures (um jogo que eu gosto), apresentado e demonstrado pelo Aonuma, que tinha a obrigação de estar falando sobre Zelda U naquele momento, o jogo parecia mais um party game feito com elementos reaproveitados de ALBW e concebido para ser um damage control por parte dele por não trazer à E3 o que realmente interessa.
Passando por gatos pingados como Animal Crossing Amiibo Festival, Mario Tennis Ultra Smash e outros, finalmente chegamos às (poucas) coisas boas que a Nintendo nos mostrou: Star Fox Zero, estou tão ansioso por essa coisa, ainda mais por ser feito pela Platinum Games, Xenoblade Chronicles X, que vai ser o último lançamento da Nintendo nesse ano, Yoshi’s Wooly World, que já foi lançado e está sendo considerado o melhor Yoshi desde Yoshi’s Island no SNES, Super Mario Maker, que está sendo o principal system seller do Wii U nesse trimestre… e só.

Tá bom, nem tudo nesse ano foram trevas, tivemos Splatoon e os jogos citados acima, mas a sensação é de que 2015 foi um ano inexistente para a Nintendo, não à toa, essa inexistência refletiu no status da marca e ela saiu da lista das 100 marcas mais populares do mundo no mês passado, resta agora que o novo presidente Tatsumi Kimishima restabeleça o padrão dos lucros e do status da companhia.

Ah sim, claro, como eu poderia me esquecer? O golpe mais duro que a Nintendo poderia sentir e que literalmente foi sentido por toda a indústria, o falecimento de Satoru Iwata! Sem dúvida a coisa mais grave que poderia acontecer à Nintendo, especialmente nesse período de lucros inconsistentes. Iwata, que era constantemente criticado pela imprensa e por alguns grupos de fãs por causa de suas decisões corporativas e pela forma como ele via o futuro dos games, além de ser o bode expiatório para todos os problemas do Wii U, faleceu no começo de julho devido a complicações nas vias biliares, que ele havia operado no ano passado. A morte do Iwata serviu para provar aos haters que nada era uma questão de retirar a presidência anterior que iria transformar a Nintendo na companhia que eles queriam que ela fosse, Iwata não apenas saiu como, ahem, MORREU, e as purpurinas que os haters dele visionavam não aconteceram. E de fato, a Nintendo só elegeu um novo presidente dois meses depois e os movimentos corporativos dele continuam um mistério, seu primeiro passo foi reestruturar toda a diretoria da Nintendo de forma que Shigeru Miyamoto e Genyo Takeda ajudassem-no a gerir a companhia. A expectativa é que o novo presidente Kimishima, que já foi presidente da Pokémon Company e da Nintendo of America (sucedendo Minoru Arakawa e sendo chefe do Reggie Fils-Aime).

Enfim, esse texto teve mais um teor de desabafo do que de crítica, para mim era simplesmente impossível negar a quantidade de coisas ruins que aconteceram com a Nintendo só em 2015. Eu, como bom fã da companhia quero muito que ela melhore em 2016, porque esse ano já acabou para ela.

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