8 anos de Super Smash Bros. Brawl

Antes de começar o texto, queria pedir desculpas pelo longo hiato de postagens, passei por uns tempos conturbados e espero não passar por eles de novo, grato pela compreensão.

Hoje é dia 9 de março de 2016, há 8 anos atrás era lançado um dos jogos mais lendários da sétima geração de consoles, Super Smash Bros. Brawl, eu já escrevi um review sobre ele no passado, você pode lê-lo clicando aqui. O texto de agora é focado em entrar mais fundo nas minhas relações pessoais que eu tive com esse jogo, Smash Bros. Brawl foi o primeiro jogo a me causar a euforia da expectativa por um lançamento futuro, o jogo que me pôs em contato direto com a fanbase de um jogo, o jogo que me fez conhecer o mundo dos jogos competitivos, eu disse antes que alguma dessas vivências começaram ainda na era Melee, mas foi Brawl o incentivo principal para abraçar a causa, explorar novas formas de me divertir com a minha franquia de games favorita de todos os tempos. Poxa, eu lembro até hoje do agito que esse jogo causava em diversas comunidades de games desde o primeiro momento em que foi anunciado lá em 2006, o trailer e sua música pomposa que terminou com a revelação de um newcomer inesperado, a expectativa dos jogadores de Melee por um jogo semelhante em gameplay, as notícias liberadas em doses homeopáticas no Smash Bros. Dojo, o anuncio do modo Subspace Emissary, a revelação de novos personagens e estágios. A espera por Brawl sem dúvida deve ter sido uma das coisas mais marcantes da história da Nintendo, acho que nunca houve tamanha antecipação dos fãs por um jogo, e o pior é que ele ainda foi adiado duas vezes para extra sofrimento, no meu caso, foi da forma mais literal possível, a frustração do adiamento me fazia tão estressado que eu acabava tendo dores de cabeça recorrentes, mas toda a espera valeu a pena quando finalmente o jogo foi lançado e eu podia me divertir feliz com a mais nova iteração do meu jogo de ação favorito.

Quando eu pego um Smash Bros. novo para jogar, eu tento ser o mais descompromissado possível, me divirto ao simplesmente apertar botões na tela e ver coisas acontecerem, mas ao mesmo tempo eu queria sentir o prazer de cada novidade, fazer aquela minha luta favorita infinitas vezes só para ver todas as variáveis possíveis, criar minha visão de estágio perfeito no novíssimo Stage Builder, fazer dezenas e dezenas de Mario x Link x Snake x Sonic sempre mudando a fase e com Smash Ball ligada só para medir o epicismo de ter personagens tão simbólicos reunidos em um jogo só, chamar amigos e primos para aprontar altas confusões porque eu finalmente tinha 4 controles e podia fazer algo que eu nunca fiz antes com Smash de N64 e Melee, e claro, não podia faltar, desbravar a vastidão do Single Player. Tudo bem que no fim das contas, os modos mais tradicionais acabaram sendo os mais dispensáveis do jogo inteiro devido à repetitividade, mas quando entramos no seu inédito Adventure Mode a história muda completamente. Que modo gigantesco, demorei 3 dias para completar na dificuldade mais intermediária quando joguei da primeira vez, e pouco mais de 1 dia na segunda vez para habilitar as cutscenes que faltava. A história prometia não ser muito enrolada, mas em determinado momento ela se mostra ridiculamente épica, empolgado, eu cheguei a transcrever a história como uma fanfiction (e como todo escritor amador que se preze, eu nunca terminei aquilo :v Talvez um dia eu faça isso de novo). À essa altura do campeonato, eu já classificava Brawl como um dos meus jogos favoritos de todos os tempos ao lado de Sonic 2 e Super Mario World. Mas nem tudo foram rosas e smash balls.

Como eu disse antes, foi com Brawl que eu entrei de cabeça no Smash competitivo, e foi esse o começo dos meus problemas, não com o jogo, mas com a comunidade. Primeiramente, o jogo não agradou a todos, houve uma certa rejeição por alguns jogadores de Melee devido às diferenças notórias de gameplay, o jogo era mais lento, cheio de facilitadores e pouco atraente de se assistir, mesmo à alto nível de habilidade. À parte de minhas discordâncias de opiniões que eu vivi muito naquele tempo, as coisas só iam piorando de lá pra cá, começando com o preconceito à certas escolhas de personagens causada pela Tier List, passando até por intrigas pessoais e brigas, minha chance baixíssima de frequentar campeonatos. Mas claro, eu fiz muitas amizades nesse meio, amizades que duram até hoje, a comunidade competitiva de Smash é muito amigável de forma geral, mas isso não me salvou de encarar muita toxicidade e veneno à medida em que a cena competitiva se encarregava de expor mais defeitos no jogo relacionados à competição, houve o extremo de banir personagens, fazer escolhas duvidosas de fases e a ascenção dos hacks e modificações, que me fizeram desistir de Smash Bros. competitivo por longos 4 anos. Eu havia concluído que eu não precisava daquilo pra me divertir com o jogo, eu já estava muito feliz com Brawl, jogando-o descompromissadamente, com amigos próximos e família, brincando nos outros modos, eu havia entrado no competitivo pensando em prolongar a diversão que eu tenho com o jogo, mentalidade que eu preservo até hoje com Smash 4, eu também estou pronto para abandonar o competitivo desse jogo caso as atitudes da comunidade façam eu me sentir desconfortável nesse meio.

Eu não cultivo favoritismo por nenhum jogo da série em específico, sou fã de toda a franquia e tenho uma apreciação igual por todos os cinco jogos da série, eu não sou o tipo de pessoa que castiga o Masahiro Sakurai por causa de uma decisão de design que eu não gostei, a minha prioridade com cada Smash é sempre me divertir. Entretanto, Brawl é o jogo da série do qual eu tenho um número maior de lembranças, tanto positivas quanto negativas. Hoje em dia, Brawl não é o meu Smash mais jogado, mas meu carinho por ele é o mesmo que eu tenho pelos demais jogos.

Feliz aniversário, Brawl.

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