Madrugada do Switch

Na madrugada do dia 12 para o dia 13 de janeiro de 2017, a Nintendo realizou uma conferência no Japão para revelar todos os detalhes do Nintendo Switch, a nova geração de console de mesa da Nintendo que possui funções de portabilidade. Desde preço, lançamento e principalmente a primeira line-up de jogos do ano.

A conferência, que pode ser vista logo acima, dissecou todos os detalhes da nova plataforma, descrita pelo seu arquiteto Shinya Takahashi como uma combinação de todas as inovações da Nintendo ao longo dos anos, entretanto, engana-se quem acha que o principal chamariz do console é a capacidade de portabilidade, mas sim os Joy-Cons.

Quando você olha pra eles de relance, parecem meros controles destacáveis super simples e sem nada além dos botões. Ledo engano, pois cada uma das unidades do Joy-Con estão recheadas de tecnologia! Começando por dois botões de ombros localizados nos trilhos de encaixe que aumentam sua funcionalidade quando usado na horizontal, sensores de movimentos, um leitor de NFC e câmera infravermelha no Joy-Con direito, um botão para capturas de imagem no Joy-Con esquerdo e uma nova tecnologia chamada HD Rumble, uma espécie de rumble realístico que causa vibração somente em regiões específicas do controle, além do já mostrado Joy-Con Grip, que transforma as duas unidades em um controle só para uso na TV, foi também anunciado os Joy-Con Straps, que virão inclusos na caixa, que além de servirem para prender os controles em seus pulsos, vem com extensores para os botões laterais, aumentando sua funcionalidade e melhorando sua empunhadura.

Devo dizer, eu AMEI os Joy-Cons, sérios candidatos ao meu novo controle favorito de todos os tempos, não só eles remetem ao que seria um Wiimote 3.0 como também foram claramente projetados com versatilidade em mente, é um controle universal em muitos sentidos da palavra, capaz de agradar os fanáticos por inovações tanto quanto os mais tradicionalistas, um controle que assume o formato que você quiser dependendo da sua vontade, que quando visto em ação dá a impressão de um console de possibilidades infinitas para o Nintendo Switch.

A doca, usada para ligar o Switch à televisão não é nenhum pedaço de tecnologia chamativa, mas também não impõe nenhuma frescura quando você quiser sair da TV e levar sua gameplay junto com você. Basta anexar os Joy-Cons nas laterais do console, puxá-lo para cima e carregue a diversão para onde você estiver, encaixe na base de novo e a gameplay é da televisão novamente. E aqui vai uma pequena crítica minha quanto ao design, não sobre a beleza, mas sobre a incapacidade de eu poder colocá-lo numa estante, em baixo da minha TV e deixá-lo ao lado dos meus outros aparelhos, mas isso é um detalhe menor.

Passado o dissecamento do hardware, vamos ao software, ou devo dizer, o ponto mais alto da conferência, porque a quantidade de jogos anunciada foi o que fez do Nintendo Switch um console promissor, claro que o gosto de jogos pode variar de uma pessoa para outra, mas mesmo assim foi uma line-up de respeito que combina títulos first e third party.

1-2-Switch: Assim como Wii Sports e Nintendo Land, esse é o jogo de introdução ao Switch, uma coletânea de jogos simples porém viciantes que se jogam em apenas 3 passos: Ligar o aparelho, passar os Joy-Cons e começar a jogar, os três passos são tão enfáticos que o jogo até mesmo dispensa o uso da televisão! Simplesmente leve o console para uma festa, ponha-o em cima de uma mesa e bom jogo, uma premissa simples e de fácil interpretação que não precisa ficar minutos enjoados em menus e tutoriais, o tipo de jogo que se vende sozinho.

ARMS: Um jogo de boxe com bonecos de mola, que usa movimentos sutis dos Joy-Cons e apenas dois botões para trocar socos e golpes especiais entre dois oponentes em uma arena, há variedade de técnicas e itens para melhorar a performance dos seus socos. Está na mesma tier do 1-2-Switch, porém este usa a televisão, jogos que são auto explicativos são fundamentais para a Nintendo tornar a abraçar uma nova audiência como na época do Wii.

Splatoon 2: O jogo de guerra de tinta do Wii U que fez um tremendo sucesso só precisava de pouco tempo para ter a sequência anunciada, contrariando os céticos que acreditavam em um port do primeiro jogo. Novas armas, novos mapas, uma nova Inkópolis ente outras novidades nos aguardam.

Super Mario Odyssey: Esse jogo exprimiu reações sortidas pela internet a fora e pela minha pessoa também, porque eu com certeza não fui o único a se lembrar de certos jogos do Sonic ao olhar Mario correndo por uma cidade grande realística interagindo com seres humanos realísticos, claro, a cena troca para muitas paisagens diferentes, deserto, savana, castelos, florestas… Vamos concordar que ninguém esperava um Mario com temática de volta ao mundo, e enquanto eu ainda tento definir uma opinião sobre isso com mais calma, o produtor aparece na conferência e ressalta que esse é o primeiro Mario desde Super Mario 64 onde corremos por um mundo aberto, provavelmente teremos uma jogabilidade que remete à um sandbox ou um platformer americano. É esperar pra ver o que sai dessa maluquice.

Mario Kart 8 Deluxe:
Por hora o único port anunciado até o momento, não à toa, é port do jogo mais vendido do Wii U, que além de trazer um Battle Mode reformulado e similar ao que queríamos desde o começo, traz todos os DLCs do jogo original já inclusos e mais dois personagens e pistas inéditos, os Inklings de Splatoon.

Jogos third-party: Esse é aquele momento que o coração de muita gente palpita, third-party nunca foi um forte para a Nintendo em consoles de mesa, o que faria acreditarem que o Switch receberia um amor que o Wii U mal recebeu mesmo em seus primórdios? Além da confirmação de Skyrim, vinda diretamente da Bethesda, um representante da, pasmem, Electronic Arts, sobe ao palco para anunciar FIFA 17 e outros jogos da line-up esportiva deles. Outros jogos third party anunciados pós-conferência incluem Ultra Street Fighter II, Super Bomberman R, Sonic Mania (o jogo que mais aguardo esse ano, mas talvez eu o compre para PS4), Puyo Puyo Tetris, Sonic 2017, Rayman Legends Definitive Edition, Just Dance, Dragon Quest, um novo RPG da Square-Enix e um novo Shin Megami Tensei, por último, um projeto não especificado de Suda 51 que deu a entender que seria um No More Heroes 3.

Fire Emblem Warriors: Talvez a primeira coisa que eu digo que odiei na conferência, uma vez que eu sou odiador de Fire Emblem, créditos aos desenvolvedores, uma versão Warriors dessa franquia pode muito bem ser baseada nas suas origens cujos jogos eram bons e deixar em segundo plano toda a novelização que acendeu o meu ódio pela franquia.

Xenoblade Chronicles 2: A nova criação da Monolith Soft, que joga para os altos tudo aquilo que Chronicles 1 e Chronicles X mostraram. História nova, gráficos novos, música nova, tudo novo. Como esse estilo de jogo não me interessa, não manifestei opinião, mas a mudança no estilo gráfico entre XCX e XC2 saltou à vista de todo mundo!

The Legend of Zelda: Breath of the Wild: Óbvio que esse jogo seria mostrado cedo ou tarde na conferência, foi a última coisa mostrada durante a transmissão com enfoque em áreas nunca vistas, a revelação das raças Zora e Goron, e algo que eu trato como uma grande inovação para a série, ATUAÇÃO DE VOZES! Nada de gruinhidos e gemidos acompanhados de texto, agora todos os personagens (com óbvia exceção do protagonista) falam frases completas em bom e claro inglês (ou japonês, assumindo que você só viu o trailer da conferência), querendo provar de todas as formas que esse é o Zelda mais diferente de toda a franquia até então. Ambas versões para Wii U e Switch chegam no dia 3 março de 2017, fazendo deste um jogo de lançamento. Pra alguns é meio óbvio que comprarei o jogo para Wii U, com certeza será o jogo que venderá Switch no primeiro dia mas quem é fã mesmo como eu, vai comprar pro console inicialmente anunciado 😉

Lançamento e Preço: Resolvi deixar a primeira informação da conferência por último. O Nintendo Switch chegará simultaneamente no Japão, América do Norte e Europa no dia 3 de março de 2017, pelo preço de $299 USD. A data é a maior supresa, não imaginava que fosse chegar tão cedo. Não planejo comprar o Switch tão cedo assim, não só pela falta de jogos interessantes no começo como também pela realidade que vivemos no nosso Brasil brasileiro… paciência. No entanto o preço, curto e grosso, está caro! Podem até se defender que o preço vale a tecnologia investida no console e nos controles, mas para um produto direcionado ao mainstream está apenas caro. Com certeza será o fator que causará retardo nas vendas, resta a Nintendo estar muito confiante em sua line-up inicial para fazer do console um sucesso.

O que você achou do Switch? Pretende comprar um? Se sim, pretende comprá-lo cedo ou tarde? Me deixe saber nos comentários 😉

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s