A Teoria final do Wii U

Esse post está um tanto quanto atrasado, quem me acompanha desde o começo deste blog sabe o quanto eu manifestava pensamentos positivos sobre o mal-compreendido console de oitava geração da Nintendo, todas as minhas opiniões sobre jogos, hardware, visão das pessoas de fora, da imprensa, da própria Nintendo… enfim, o console teve a sua fabricação cessada no fim do ano passado em preparação para a chegada do Switch, fazendo o Wii U amargar o título de console mais fracassado da Nintendo em unidades vendidas. O objetivo desse artigo é compilar todos os marcos do Wii U e formular uma conclusão sobre o console segundo o meu ponto de vista, se você concorda ou discorda, junte-se a discussão na seção de comentários.
Uma coisa que faz o fracasso comercial do Wii U ser mais frustrante que o normal é o fato de ele ser o sucessor do console de mesa mais vendido da Nintendo desde o NES, tanto que inclusive acharam uma boa idéia reutilizar o nome no novo aparelho sem considerar os problemas que isso causaria na marca e na percepção das pessoas.

Apenas assistam a este vídeo:

Agora comparem com o vídeo do Nintendo Switch:

Não é só o contraste das situações onde ambos os consoles são demonstrados em uso, repare atentamente no trailer do Wii U, onde mal vemos o hardware principal do console e em meio a tantos conceitos, bons, mostrados é difícil distinguir aquilo de um console de mesa totalmente novo ou de mais um acessório para o Wii que carregava esse mesmo prefixo em tudo: Wii Zapper, Wii Balance Board, Wii Wheel, Wii Sports, Wii Fit, Wii Music, Mario Kart Wii, etc… mesmo se o propósito da Nintendo fosse mostrar o Wii U como um Wii mais buffado (igual ao PS4 Pro e ao Xbox One X), eles teriam trabalho. Agora, ao trailer do Switch, note em quantos momentos é enfatizado que estão apresentando um hardware completamente novo, em quantos momentos as novas funcionalidades são demonstradas sem muitas cerimônias, as situações variadas onde o console é demonstrado e os diferentes perfis de pessoas jogando no aparelho, esse é o tipo de objetividade que faltou não só na primeira impressão do Wii U mas ao longo da vida útil do console e dos seus jogos projetados sob medida para o novo controle, o Game Pad é um dos melhores controles para jogos de RPG, RTS, ação com exploração, jogos de tiro, jogos de desenho e interação com partes do cenário, eu acho muito interessante e loucamente atrativo podermos usar uma segunda tela para despoluir a tela de jogo na televisão exibindo apenas as informações mais cruciais enquanto as menos relevantes estão nas nossas mãos, também gosto de ter o jogo todo nas minhas mãos sem depender da televisão, tanto que isso acabou se tornando a função principal do Game Pad com o passar do tempo. Mas aí voltamos ao problema de como isso foi demonstrado nas primeiras vezes e de como os outros problemas colaboraram para a plataforma não cair no gosto das pessoas: Sistema operacional problemático, intervalo muito grande entre o lançamento de jogos importantes, suporte third-party decadente, a inabilidade de acessar a Nintendo eShop em vários países como o Brasil, Virtual Console extremamente fraco e sem opções, os inúmeros erros de design primários herdados do Wii, impossibilidade de desvincular contas da Nintendo Network manualmente (tirando todo o nosso senso de propriedade em nossas compras digitais, tudo ficava preso ao hardware e só entrando em contato com a assistência técnica era possível mover o vínculo para outro console). Haviam muitas limitações sem sentido no Wii U, muitas delas podendo ser corrigidas via software, mas a Nintendo preferiu jogar seguro com o Wii U até terem tempo de aprontarem o Switch uma vez que se deram conta de que o console não venderia mais do que os atuais 13 milhões.

O que tudo isso significa, que o Wii U foi um console ruim? De tudo que foi escrito em cima, sim! Pelo menos eu não tenho problemas em admitir isso, até porque eu fiz questão de aproveitar o meu Wii U até o máximo do que eu conseguisse, eu tenho 20 jogos para ele e aproveito cada um deles até o quanto esses jogos me permitirem, eu gosto do Wii U, posso considerá-lo um dos meus consoles favoritos de todos os tempos à despeito de ele ser factualmente um console ruim, simplesmente me baseando na experiência que eu tive com esse console ao longo dos seus 4,5 anos de vida útil, assim como eu continuo achando inválido alegar que a Nintendo “matou” o Wii U, ele viveu o tempo médio de um console da Nintendo, quase o mesmo tempo do GameCube praticamente (que foi outro console igualmente fracassado em vendas porém querido pelos seus donos).

A nota final que eu deixo é que eu, como fã da Nintendo, quero que todo produto dela faça sucesso comercial independente de tudo que aconteça, mesmo jogos de franquias que eu odeio como Pikmin e Fire Emblem eu desejo sucesso comercial, é só não entrar no estereótipo do “nintendrone”, que eu inclusive já discuti no passado,  e ser feliz jogando jogos.

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